Cuiabá, 17 de Dezembro de 2017

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Projeto de lei garante mais espaço para cinema nacional nas escolas de educação básica

Por: TelaBr
Fonte: TelaBr

A sétima arte está prestes a receber apoio legal para que as Escolas Brasileiras cedam mais espaço em salas de aula. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou o projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que inclui o cinema entre outras expressões artísticas no ensino de artes na educação básica.

O projeto 185/08, protocolado em maio de 2008 pelo senador, propunha alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LBD) e estabelecia a exibição obrigatória de filmes brasileiros na grade curricular complementar em escolas de educação básica, por no mínimo duas horas mensais. A proposta foi modificada na Câmara, que retirou a obrigatoriedade de exibição de filmes nacionais, deixando indicado apenas quais expressões artísticas deveriam ser incluídas no ensino de arte. Diante disso, a proposta precisou ser reexaminada pelo Senado.

O senador Cristovam Buarque conversou com o Portal Tela Brasil e falou sobre o projeto e sobre a dificuldade que tem sido, hoje em dia, manter as crianças em uma sala de aula. Segundo ele, a escola precisa ser mais alegre e as crianças de hoje precisam de movimento; para ele “colocar as crianças de hoje para assistir uma aula no quadro negro é uma violência”. O projeto do senador visa colocar o cinema nas escolas com dois objetivos: “Primeiro fazer a escola mais agradável, porque hoje ela é uma instituição muito chata. Segundo, ele vai ajudar na formação cultural dessas crianças, ensinando e acostumando os alunos com a linguagem cinematográfica brasileira”, explica.

No quarto episódio da série de documentários EDUCAÇÃO.DOC, o educador Tião Rocha defende que toda criança adora aprender. “O que eles não querem é estudar, porque estudar ficou chato. A escola transformou o aprendizado em uma chatice”. O projeto de Cristovam Buarque vem para otimizar esse processo de educação nas escolas brasileiras, que de acordo com a filósofa Vivane Mosé, também no episódio quatro do documentário, possui um problema grave: “um modelo pedagógico que incentiva a passividade e a repetição; não incentiva a inovação, a criatividade, a ação… O aluno tem que estudar parado”, afirma.

Além do cinema, o projeto também prevê o ensino de música, artes cênicas, artes visuais e audiovisuais, de design, além do patrimônio artístico, arquitetônico e cultural. Para aludir à proposta inicial do projeto, há um parágrafo determinando que seja dada preferência à exibição e à análise de filmes nacionais quando ocorrer o estudo de audiovisual.

No final de 2013 a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta, em caráter conclusivo.  Seis anos depois de proposto, o projeto está prestes a ser aprovado. O relator, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), solicitou a aprovação no formato adotado pela Câmara. Agora o texto segue para o Plenário, para decisão final. Se aprovado, a proposta segue para a sanção presidencial.

Fonte: TelaBr

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